Consumo de Conteúdo e Multi-plataformas de Mídia

Na semana passada tive o prazer de participar de um Fórum promovido pela LG sobre mudança do comportamento no consumo de conteúdo, com participação da GVT, Spotify, UOL, Youtube e com mediação da Astrid Fontenelle.


 

Músicas, filmes, séries, redes sociais, aplicativos variados… Atualmente temos uma gama de serviços e produtos sendo oferecidos em uma série de gadgets dispersando toneladas de conteúdo.

Este cenário é ainda mais destacado por todas as mudanças tecnológicas que acompanham o comportamento do consumidor, neste caso, o consumidor de conteúdo.

Figurinha importante deste mercado, a LG aproveitou a apresentação do seu novo line up de Smart TVs com a nova plataforma webOS, que também inclui tecnologia ULTRA HD, para promover um debate muito interessante com outros gigantes do mercado (GVT, Spotify, UOL e Youtube) e discutir como se consome conteúdo hoje, para onde estamos caminhando e como o mercado está se transformando para atender a essa demanda.

Obviamente, o foco do evento foi na mídia TV.

Não podemos negar sua força, mas segundo dados apresentados no evento, a tecnologia da TV ainda estava bem atrás do que tínhamos disponível em outras plataformas, como smartphones e tablets.

53% das Smart Tvs são usadas apenas como TV, o que mostra que o consumidor ainda não assimilou a tecnologia disponível ou que os produtos disponíveis no mercado eram muito complexos e difíceis de usar.

Visando a resolver esta questão, a nova linha de Smart TVs da LG é muito mais intuitiva e fácil de ser utilizada. Com um controle remoto que funciona como um mouse, busca de voz e a possibilidade de abrir várias telas entre canais abertos, fechados, Youtube, filmes e aplicativos, percebemos que cada vez mais a TV como conhecíamos está perto da extinção.

Um dos maiores problemas era a falta de interação entre conteúdo e a plataforma, mas com parceria com marcas como Youtube, Spotify, Uol, Espn e Netflix, além de um leque de aplicativos disponíveis na loja virtual LG Smart World, conteúdo específico para esta plataforma está sendo criado.

“O portfólio de webOS é ampliado com modelos que aliam a simplicidade de uso da webOS à uma experiência de qualidade de imagem 4 vezes melhor. É um passo importante para permitir o acesso ao conteúdo 4K já diponível em alguns parceiros dentro da plataforma da LG. Estamos certos de que os consumidores conseguirão explorar e utilizar esses diferentes formatos com a plataforma inovadora da LG, que poderá ser encontrada em 80% do nosso portfólio de Smart TVs até o final do ano”, afirma Rogério Molina, gerente geral de televisores da LG Electronics do Brasil.

 

Tal momento e lançamento me faz questionar qual o papel da TV como conteúdo e como tecnologia.

Se considerarmos que 30% dos consumidores estão conectados de alguma forma, que 36% deles gasta seu tempo on-line em mídias sociais e que 52% assiste TV dividindo atenção com outras atividades, percebemos que a TV estava perdendo cada vez mais a capacidade de reter atenção como mídia.

A TV não pode ser mais linear, deve ser interativa, assim como tantas outras plataformas já disponíveis.

Outro aspecto interessante é que cada vez mais as diferentes plataformas estão exercendo as mesmas funções, ou pelo menos, funções parecidas. A maior diferença entre as plataformas quando pensamos em TV, smartphones, desktops e tablets é o momento de uso e o tamanho das telas.

Segundo pesquisas realizadas pela LG, o consumidor não quer separações entre plataformas, ele quer que todo o conteúdo que está disponível em uma também esteja nas outras.

A TV por definição pede imersão e competir pela atenção do consumidor em tantas outras plataformas seria uma batalha difícil de ganhar.

Com a tecnologia apresentada pela LG, percebemos que o cenário esta mudando e para quem oferece conteúdo o impacto será grande.

Se antes uma pessoa ficava no smartphone enquanto via TV, agora ela conseguirá fazer as duas atividades nesta mesma plataforma. Significa que as emissoras e seus programas não competem mais indiretamente pela a atenção do consumidor com outros conteúdos on-line. Agora a competição é direta uma vez que o usuário pode estar vendo uma novela da Globo e mudando de tela por um conteúdo do UOL, tudo na mesma plataforma, de forma fácil e rápida.

Nesta batalha para reter a atenção e conquistar o consumidor, a necessidade de conteúdos personalizados e que transitam entre todas as plataformas é cada vez maior. UOL, Spotify e Youtube já estão preparados para este momento e a tendência é que cada vez mais empresas de conteúdo trabalhem com este modelo, sendo o conteúdo adaptado para variadas possibilidades de plataforma e quem escolhe qual utilizar é o próprio consumidor.

Com cada vez mais conteúdos e plataformas, o maior diferencial entre as marcas que transitam por estes meios será a curadoria e a experiência.

Consistência de experiência é importante para o consumidor que usará o mesmo serviço em plataformas diferentes. Ao mesmo tempo, as interfaces deverão ser adaptadas para cada momento, visando à experiência que o consumidor busca ao usar determinada mídia.

Em relação à curadoria, algoritmos mecânicos e curadores humanos indicam qual conteúdo é ideal e agradará cada consumidor.

Tais fatores são fundamentais e podem ter seu impacto medido em relação à queda da pirataria na indústria fonográfica.

O Spotify, por exemplo, que é um serviço de streaming que garante que você possa ouvir músicas legalmente sem de fato possuí-la, apresentou dados dizendo que 77% dos usuários estão satisfeitos com serviços de música legal.

 

Enquanto séries e filmes ainda são largamente pirateados ou baixados ilegalmente, a tendência é que esta prática diminua conforme serviços de streaming com conteúdo atual, preço acessível e experiência diferenciada se tornem mais populares.

Em relação à publicidade, ainda temos um grande caminho a desbravar, já que ainda não temos formatos definidos ou modelos a serem seguidos.

Entretanto, se o conteúdo deve manter uma continuidade entre as mídias, a publicidade também deve seguir tal diretriz. O consumidor pode ver um vídeo do Youtube, um conteúdo do UOL ou ouvir uma playlist do Spotify em seu smartphone, tablet e TV, e novos espaços de publicidade estarão disponíveis.

Com esta profusão de telas e continuidade de mídias, as marcas precisam estar atentas. Cada uma tem particularidades de mercado e deverá se adaptar e buscar oportunidades para continuar relevante para seus consumidores em todas as plataformas possíveis. Colherão frutos aquelas que se arriscarem e derem a largada nesta corrida pela atenção do consumidor.

 

Fonte: Chocoladesign

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